Vôlei – História

Foi criado pelo professor da ACM – Associação Cristã de Moços – Willian G. Morgan no ano de 1895 em Holyoke, estado de Massachusetts, Estados Unidos. O jogo, que na época era conhecido como minonette, foi criado pela necessidade de que houvesse uma modalidade que não fosse tão cansativa para as pessoas de mais idade como era o basquete, a modalidade da moda naquele tempo.

O jogo foi baseado no tênis, porém foram eliminadas as raquetes e a rede era mais alta, tinha 1,98m de altura. No princípio, a bola era uma câmara de bola de basquete, mas era muito pesada, por isso, William G. Morgan encomendou à Spalding & Brothers uma bola própria para a prática do minonette.

Em 1896, o minonette foi apresentado às demais unidades da ACM durante uma conferência sobre Educação Física em Springfield. O Dr. A. T. Halstead sugeriu que o nome fosse mudado para volleyball, já que a idéia básica era jogar a bola de um lado para o outro da rede com as mãos.

No mesmo ano de 1896, o professor J. Y. Cameron publicou o primeiro artigo sobre volleyball, incluindo suas regras. No ano seguinte, as regras já haviam sido incluídas no livro oficial de regras da ACM da América do Norte.

O primeiro país a reconhecer a modalidade após os Estados Unidos foi o Canadá, no ano de 1900. A partir daí, o esporte foi crescendo muito rapidamente e chegou à China, Japão, México, Filipinas e outros países asiáticos, africanos, europeus e sul americanos. O primeiro país sul americano a conhecer o esporte foi o Peru em 1910.

A Fédération Internationale de Volleyball – FIVB – foi fundada em 1947 em Paris, tendo como países fundadores o Brasil, Egito, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Itália, Polônia, Portugal, Romênia, Tchecoslováquia, Iugoslávia e Uruguai.

O primeiro campeão mundial foi a Rússia, em campeonato disputado em Praga, ex Tchecoslováquia, em 1949. O vôlei foi incluído nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964, e o primeiro campeão foi a ex-União Soviética, no masculino, e, no feminino, foi o Japão.

No Brasil a primeira competição documentada foi realizada pela ACM em Recife. No ano de 1915, o esporte era praticado nas escolas de Pernambuco e, em 1917, desembarcou na ACM de São Paulo.

O Brasil foi o primeiro país a conquistar o título sul americano, e até hoje o único (nunca perdeu um campeonato masculino), em 1951, em campeonato disputado no Rio de Janeiro e organizado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

A CBV – Confederação Brasileira de Voleibol – foi fundada em 1954.

O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo, Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. Porém, o vôlei começou realmente se desenvolver em nosso país a partir de 1975, quando Carlos Arthur Nuzman assumiu a presidência da CBV.

Nuzman trouxe os mundiais masculino e feminino juvenil de 1977 para o Brasil, mas sua principal contribuição ao esporte nacional foi à atração de empresas para o esporte. Empresas como a Pirelli e Atlântica – Boa Vista, perceberam esse novo canal de comunicação com o público e foram os pioneiros do marketing esportivo brasileiro.

Essa associação empresa-esporte possibilitou que os atletas se profissionalizassem, e os resultados começaram a aparecer já no ano de 1981, quando a seleção brasileira masculina conquistou o terceiro lugar na Copa do Mundo do Japão, no ano seguinte, o Brasil sagrou-se vice-campeão mundial na Argentina. O maior feito daquela equipe, que ficou conhecida como “geração de prata” foi à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984.

Nas Olimpíadas de Barcelona, 1992, o vôlei brasileiro atingiu o ponto mais alto, quando conquistou o ouro olímpico, o primeiro de uma modalidade coletiva para o nosso país.

A CBV recebeu o prêmio de melhor Federação nacional do mundo entre os anos de 1997-99, pelos resultados obtidos pelas seleções nacionais, pela qualidade na organização de eventos e pela administração do esporte de maneira geral, prêmio oferecido pela FIVB.

Atualmente, o Brasil tem um dos campeonatos nacionais mais fortes em todo o mundo e é muito respeitado, tanto no masculino quanto no feminino.

Vôlei – Regras Básicas

O objetivo do jogo é, através de no máximo 3 toques, passar a bola para o lado do adversário por cima da rede e faze-la tocar no solo, conquistando o ponto.

Equipes – são duas equipes de seis jogadores que fazem um sistema de rodízio quanto ao posicionamento. Há um jogador, o líbero, que não pode atacar e nem sacar.

Quadra – a quadra de Vôlei mede 18m de comprimento por 9m de largura.

Pontuação – a disputa é entre melhor de 5 sets (vence quem ganha 3) de 25 pontos cada, com diferença mínima de 2 pontos ao final de cada set. Caso sejam necessários os 5 sets, o quinto e último, chamado tie-break, vai a 15 pontos apenas.

Bola – é feita de borracha revestida com couro macio. Circunferência entre 65cm e 67cm e massa entre 260g e 280g.

Árbitros – em uma partida oficial são utilizados 6 árbitros, dispostos da seguinte maneira:
1º árbitro, que é o juiz principal e fica em cima de um suporte próprio.
2º árbitro, fica no chão ao lado da rede e tem a função de assinalar toques na rede, invasões de quadra, checar o posicionamento de rodízio das equipes e auxiliar o árbitro principal quando necessário.
4 juízes de linha, sendo 2 de cada lado da quadra responsáveis pela marcação de bolas fora, faltas durante o serviço e de bolas que passam por fora da antena.
Além dos árbitros, existe também um anotador que fica numa mesa atrás do 2º árbitro, e é responsável pelo preenchimento da súmula e todas as anotações referentes ao jogo.

Rede – a rede tem 1m de largura por 9,50m de comprimento. A altura varia para os homens, que é de 2,43m, enquanto que para as mulheres é de 2,24m.

Saque ou serviço – é a jogada que dá início à disputa do ponto. Pode ser executado de qualquer lugar dentro da área de saque (9m de largura, sem limite de profundidade a partir da linha de fundo da quadra). Existem 3 tipos de saques, o “viagem ao fundo mar”, o “flutuante” e o “jornada nas estrelas”. O saque é considerado o primeiro ataque devido ao estrago que pode causar à equipe adversária.

Recepção – também chamada de passe, é o nome dado ao fundamento utilizado para receber o saque do adversário. Geralmente, a recepção é feita de manchete (duas mãos unidas em frente ao corpo e toca-se a bola com o antebraço). A recepção é um dos fundamentos mais importantes, pois é o início da armação do ataque.
Levantamento – é o ato de preparar a bola para ser atacada. O levantamento é tão importante que existe um jogador especializado para fazê-lo.

Bola de Segunda – jogada utilizada pelo levantador para enganar a equipe adversária. Ao invés de levantar a bola para um ataque, ele mesmo tenta finalizar o ponto no segundo toque da sua equipe na bola.

Ataque – é o ato utilizado para tentar fechar o ponto. O golpe de ataque mais utilizado é a cortada, porém a largada (ou deixada) também é usada.

Bloqueio – é a tentativa de parar o ataque adversário armando-se uma “parede” em frente ao atacante. Só pode ser feito pelos jogadores das posições 2, 3 e 4.

Rally – é o tempo em que a bola permanece em jogo até que uma das equipes conquiste o ponto.

Entrada de rede – é a posição 4 da quadra, em que o jogador chega à rede para ficar 3 rodízios em posição de ataque.

Saída de rede – é o lado direito da rede, é a última posição (2) de ataque que o jogador passa antes de ir para o fundo de quadra.

FONTES:
CBV (Confederação Brasileira de Voleibol)
FIVB (Fédération Internationale de Volleyball)