Tênis – História

A França foi o berço do esporte no final do século XII e início do século XIII. No início, as raquetes não eram utilizadas, os jogadores usavam as mãos nuas e depois, passaram a usar luvas. O esporte foi crescendo e, no século XIV, utensílios de madeira em forma de pá começaram a ser utilizados. Na Itália, cordas trançadas e um cabo foram introduzidos naqueles utensílios chamados “battoir”. Nascia então a raquete.

No início, o tênis era praticado apenas contra um muro, depois passou a ser praticado em um retângulo dividido por uma corda. As primeiras regras foram codificadas por Guy Forbert a pedido do rei da França Luís XII em meados do século XIV.

Durante a “Guerra dos Cem Anos”, o esporte ganhou popularidade devido ao fato de ter sido proibido pelo rei Carlos V por não trazer contribuição para o ofício das armas. Mas, durante as Guerras Napoleônicas e a Revolução Francesa, o esporte quase desapareceu, pois as quadras foram destruídas pelas batalhas.

Mas foi no ano de 1874 que o major Walter Wingfield escreveu as regras do tênis atual, que é amplamente praticado por quase todo o planeta.

O primeiro campeonato amador mundial foi realizado no All England Lawn Tennis e Croquet Club em Wimbledon em 1877.

No Brasil, o tênis foi trazido ao Brasil em 1888 pelos técnicos da Light e da São Paulo Railway, que iniciaram o processo de urbanização dos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo.

O São Paulo Athletic Club foi o primeiro clube do Brasil a construir quadras de tênis no ano de 1892. Os primeiros campeonatos só aconteceram am 1904, e eram dominados pelos ingleses. O primeiro brasileiro a ganhar o campeonato paulista foi Marcelo Munhoz, do Paulistano, que em 1930, fundaria a Sociedade Harmonia de Tênis.

A Federação Paulista de Tênis - FPT - foi fundada em 1924 pelos clubes Germânia, Paulistano, São Paulo Athletic, Tietê e Espéria. Até o ano de 1955, o tênis era membro da Confederação Brasileira de Desportos - CBD - mas em 19 de novembro desse mesmo ano, foi fundada a CBT, Confederação Brasileira de Tênis.

Nos anos 50 e 60, a maior responsável pelo desenvolvimento do tênis no país foi Maria Esther Bueno, ganhadora de sete torneios de Grand Slam. Ainda na década de 60 Thomaz Koch e Édson Mandarino levaram o Brasil a ter uma das melhores duplas do mundo. Como jogador de simples, Thomaz Koch alcançou a 24ª colocação no ranking mundial.

Carlos Alberto Kirmayr foi o grande nome do tênis nacional por mais de 10 anos durante as décadas de 70 e 80, sua melhor colocação foi 31º lugar.
No ano de 1992, o Brasil conseguiu grande destaque no cenário internacional ao alcançar as semifinais da Copa Davis com Luiz Mattar, Jaime Oncins, Cássio Motta e Fernando Roese.

Em 1997, com a vitória de Gustavo “Guga” Kuerten em Roland Garros, o tênis ganhou um grande impulso no Brasil e, cada vez mais, vem ganhando adeptos, telespectadores e incentivos para se desenvolver. A prova disso é que o Brasil voltou a alcançar as semifinais da Copa Davis em 2000 e as quartas em 2001.

Tênis – Regras Básicas

O objetivo é fazer com que a bola passe sobre a rede e atinja a quadra adversária de maneira que dificulte a resposta do oponente. Pode ser jogado individualmente ou em duplas.

Quadra – a quadra possui 23,77m de comprimento. Nas provas de simples 8,23m e de duplas 10,97m.

Pontuação – o sistema de pontuação é dividido em games e sets. Para vencer a partida é necessário vencer 2 ou 3 sets, no caso dos torneios de Grand Slam masculino. Para vencer 1 set é necessário vencer 6 games com diferença mínima de 2 games. O sistema de pontuação dos games é o seguinte: 15 para o primeiro ponto conquistado, 30 para o segundo, 40 para o terceiro e final de game ao conquistar o quarto ponto. Se houver empate em 40 a 40 (deuce), vencerá quem conseguir 2 pontos consecutivos (vantagem e final de game). Somente um jogador pode sacar durante um game, ao final do game, troca-se o sacador. Caso haja empate em 5 games, vence quem fizer 7 primeiro (desde que mantida a diferença de 2 games). Se ocorrer empate em 6 a 6, um tie-break será disputado com um sistema próprio de pontuação, em que cada jogador saca 2 vezes seguidas (exceto no primeiro ponto). Os pontos são somados 1 a 1 e vence quem atingir a marca de 7 pontos com, no mínimo, 2 pontos de diferença. Se o tie-break não terminar em 7 pontos, será jogado até que um dos tenistas consiga abrir 2 pontos de vantagem.

Bola – é feita de borracha coberta com feltro amarelo. Circunferência ente 6,35cm e 6,67cm e massa entre 56,7g e 58,5g

Árbitros – em uma partida oficial são utilizados 12 juízes, dispostos da seguinte maneira:
1 juiz de cadeira, que é o árbitro principal.
1 juiz de rede, que tem a responsabilidade de marcar o let durante o saque.
10 juízes de linha, sendo 4 somente para o saque e 6 para as demais linhas da quadra.

Raquete – 81,28 cm de comprimento máximo e 31,75 cm de largura máxima. A superfície encordoada não deve exceder 39,37 cm de comprimento e 29,21 cm de largura.

Serviço ou saque – é a jogada que dá início à disputa do ponto. Para ser válido, a bola deve tocar ao solo dentro da linha do “T” ou área de saque, do lado oposto ao que o sacador está posicionado, ou seja, o saque deve ser efetuado na diagonal. O primeiro serviço de cada game deve ser executado com o sacador posicionado do lado direito da quadra. A escolha de lados e o direito de escolha entre servir ou receber o saque é feita através de sorteio (cara ou coroa) em que o vencedor tem o direito de escolher entre sacar ou o lado em que prefere disputar o primeiro game.
Ace – é o ponto direto de saque, sem que o rebatedor toque na bola.

Falta – quando a bola não toca o solo na área delimitada para o saque. O sacador tem direiro a um segundo serviço.

Dupla Falta – quando o sacador desperdiça o segundo serviço. É marcado ponto para o adversário.

Let – é quando a bola toca na fita e cai dentro da área de saque. O jogador tem direito a repetir o serviço, sem que seja computada uma falta. Let é a abreviação de “let`s play again” (vamos jogar novamente).

Foot Foult – acontece quando o jogador pisa na linha no momento de execução do saque.

Fore-hand – é o golpe feito do lado dominante do tenista, ou seja, o fore-hand de um tenista canhoto é a batida feita do seu lado esquerdo.

Back-hand – é o golpe feito com a parte de trás da raquete, ou seja, um tenista destro executa um back-hand quando a bola é golpeada do lado esquerdo do seu corpo.

Voleio – é quando o jogador rebate a bola sem que ela toque o solo antes.

Lob – golpe em que a bola encobre o adversário que sobe à rede para tentar um voleio.

Smash – é um golpe muito semelhante ao saque que ocorre, geralmente, quando um jogador tenta dar um lob e não é bem sucedido. Seu adversário golpeia a bola acima da sua cabeça.

FONTES:
ATP (Association of Tennis Professionals)
CBT (Confederção Brasileira de Tênis)
ITF (International Tennis Federation)
WTA (Women Tennis Association)