Pesca Esportiva – História

Ao certo, não existem registros sobre o início da pesca no mundo. Sabe-se que é uma das atividades mais antigas da humanidade, onde o homem tratou de, no decorrer de sua existência, aprimorá-la e transformá-la no que conhecemos hoje como pesca.

A fixação do Homem por essa atividade se espalhou pelo mundo e, com a evolução, foi passando de essencial para a vida do Homem em determinadas regiões do planeta para uma paixão, independente da questão da alimentação. Assim surge a Pesca Esportiva.

A oficialização desse esporte ocorre em 1939, com Michael Lerner fundando a IGFA – The International Game Fish Association. A entidade regularizou, padronizou e organizou o esporte, centralizando o controle das atividades e organizando competições, editando recordes e regras oficiais. Conseqüentemente estabeleceu sua filosofia, a famosa “catch and release”, que em português significa “pesque, marque e solte”. Para a entidade o bom peixe de pesca é aquele que é pescado com uma boa disputa entre o homem e o animal, portanto deve ser devolvido à água para que outro pescador tenha o mesmo prazer da disputa.

Certamente é importante ressaltar que a entidade estabeleceu na mente do pescador a imagem da pesca como um esporte, através da conscientização dos períodos adequados para a pesca de determinadas espécies, e da conservação de espécies mais raras de peixes.

No Brasil, a pesca é uma prática muito comum entre a população desde seus primórdios. Com o passar dos anos, como a tendência internacional já mostrava, a pesca foi ganhando importância como esporte.

Em 1979 ocorre a primeira edição do Festival Internacional de Pesca e Pescaria, na cidade de Cáceres, Mato Grosso. Até os dias de hoje, é o principal evento da pesca no Brasil, atraindo pescadores de todas as partes para um dos pólos de pesca mais importantes do mundo, o Pantanal.

Pesca Esportiva – Regras Básicas

Pescaria é a prática ou a tentativa da captura de peixe através do uso de caniço, molinete ou carretilha, isca e anzol.

Abaixo seguem regras de pesca oficializadas pela IGFA:

· Assim que o peixe atacar a isca, seja natural ou artificial, o peixe deve ser trazido para a embarcação através da briga, da luta entre peixe e pescador, sem o auxílio de outra pessoa.

· Se o pescador estiver com diversas varas armadas, a primeira vara que este utilizar é a que será validada.

Equipamento Oficial:

Linha – são aceitas linhas de um filamento (monofilamentos) e de vários filamentos de material plástico (multifilamentos). São proibidas linhas que misturam material plástico e metálico e de material exclusivamente metálico.

Line Backing – é permitida a linha de baixo não emendada à linha de pesca. Caso seja utilizada linha emendada, o pescador está sujeito às regras de peso.

Linha Dupla – apesar de não recomendada, ela deve ser do mesmo material da linha da captura do peixe.

Caniço – os caniços utilizados em competições devem estar de acordo com a ética e os costumes da prática esportiva, não podendo trazer vantagem alguma ao pescador.

Molinete/Carretilha – devem sempre estar de acordo com a ética e os costumes, sendo proibido o uso de molinetes movidos a motor, eletricidade ou hidráulicos, inclusive os que são enrolados com ambas as mãos, não trazendo vantagem ao pescador.

Anzóis para Iscas Naturais – é permitido o uso de dois anzóis simples, sendo que não podem ultrapassar a medida de 18 polegadas e devem estar fixos à isca.

Anzóis para Iscas Artificiais – quando utilizadas iscas do tipo teaser devem ser utilizados no máximo dois anzóis simples, contanto que sejam utilizados da maneira correta. Garatéias são permitidas se utilizadas em conjunto com iscas que permitem seu uso (duas garatéias no máximo).

Cadeira de Pesca – não devem conter artifícios de propulsão mecânica que auxiliem o pescador.

Bóias – só podem ser utilizadas se for para regulagem de profundidade da isca.

FONTES:
IFGA (International Game Fish Association)