Motociclismo – História

O início do Motociclismo se deu com a invenção de veículos de duas rodas em 1868, na Europa (a primeira patente de moto foi registrada em 1871 na França). No ano de 1894 foi inventada a primeira motocicleta movida a derivado de petróleo, com isso, o recorde de velocidade foi estabelecido em 120km/h. Em 1903, o sistema de caixa de marchas foi introduzido e então pôde-se quebrar esse recorde. Nesse período foi inventado o side-car, iniciando também as primeiras competições com esses veículos.

Formada pelos países que participavam da Copa dos Motoclubes na França (Grã-Bretanha, França, Alemanha, Áustria, Bélgica e Dinamarca), a FIMC (Fédération Internationale dês Motorcycles-Clubs) começa a organizar competições internacionais, inclusive a tradicional Tourist Trophy, a prova mais antiga e tradicional do Motociclismo Internacional realizada na Ilha de Man, na Grã-Bretanha, começando no ano de 1907.

Dessa maneira o Motociclismo ganhou popularidade e organização, se espalhando pela Europa e Estados Unidos. Em 1922 realizou-se o primeiro enduro de motos, com duração de 24 horas: o Bol d`Or na França.

A consolidação do Esporte se deu no ano de 1949, quando a FIMC ganha muito mais adeptos dentro e fora do eixo Europa - Estados Unidos e torna-se a FIM, Fédération Internationale de Motocyclisme, entidade que dirige a modalidade até os dias de hoje, com mais de 25 competições internacionais ministradas.

No Brasil a História do Motociclismo no Brasil tem início em São Paulo, aproximadamente no ano de 1919. No circuito de Itapecerica, muito tradicional na época, foram percorridos 240km e o vencedor foi Guilherme Spera. A primeira corrida realizada fora de São Paulo só ocorreu em 1932, no Rio de Janeiro.

Durante a Segunda Guerra o Motociclismo enfrenta riscos devido ao racionamento de combustíveis e a proibição da importação dessas motos (geralmente italianas). Em 1948 surge a Confederação Brasileira de Motociclismo e um ano depois acontece a sua filiação à FIM (Fédération Internationale de Motocyclisme).

O grande trauma no Motociclismo Nacional ocorreu no ano de 1954, quando na tentativa de organizar uma competição internacional, feita por políticos paulistas, a CBM fica suspensa por um período de dez anos pela FIM. Mesmo assim o Motociclismo Nacional só volta a adquirir forças no ano de 1972, quando há uma retomada desse esporte no Brasil e de credibilidade no exterior.

Motociclismo – Regras Básicas

Categorias:

125cc – é considerada a categoria de entrada na Motovelocidade, geralmente os pilotos que chegam na modalidade passam primeiro por essa categoria. Possui as menores motos, estas pesam 70kg, utilizando propulsores de 45hp. Mesmo sendo as motos menos potentes, chegam a uma velocidade final de 240km/h aproximadamente. O calendário vai de abril a novembro com um total de 16 provas disputadas por 48 pilotos

250cc – é a categoria intermediária da Motovelocidade, mas por possuir pilotos que querem chegar a Moto GP, possui alto índice técnico e de disputa. São motos intermediárias com 95kg, onde seus propulsores têm 95hp. A velocidade final dessas motos numa reta é de aproximadamente 270km/h. Os pilotos que apresentam bom desempenho na categoria têm grandes chances de chegar à Moto GP. O calendário é o mesmo da 125cc, mas a disputa acontece entre 37 pilotos.

Moto GP – a principal categoria do Motociclismo mundial, é considerada a Fórmula 1 das motos. Os pilotos com maiores índices técnicos estão nessa categoria, pilotando as motos mais potentes e velozes do motociclismo. Essas motos possuem motores de quatro tempos de 900cc (adotados pela modalidade a partir da temporada 2003), com um peso que varia de 101 a 130kg. A potência do motor varia entre 135 e 180hp. A velocidade atingida por essas motos pode chegar a 320km/h. O calendário é o mesmo das outras categorias de Motovelocidade, onde pontua do 1º - 25 pontos ao 15º com 1 ponto. São 30 pilotos no total pela disputa do título.

Superbike – outra forte e importante categoria do Motociclismo Internacional. As motos pesam entre 155 – 160kg, com propulsores 145 – 180hp de potência, atingindo a velocidade de aproximadamente 300km/h. As provas são, em sua maioria, na Europa, com etapas nos Estados Unidos, Austrália, e Japão, completando 12 etapas. O calendário inicia-se em março e termina em outubro. A pontuação segue da seguinte maneira: o 1º 25 pontos, 2º 20, 3º 16, o 4º 13 pontos, 5º 11, do 6º ao 15º, 10 a 1 ponto.

Sinalização (bandeiras)

Amarela – indica PERIGO ou ALERTA, os pilotos não podem ultrapassar adversários e ainda deve haver redução da velocidade no trecho onde é mostrada ou em todo o circuito.

Verde – indica a largada, o início da prova.

Azul – é mostrada para um piloto quando um adversário melhor colocado se aproxima, ele deve facilitar a ultrapassagem desse adversário.

Vermelha – indica que a prova está interrompida e os pilotos devem se preparar para pararem.

Branca – sinaliza a presença de uma ambulância, emergência ou um veículo lento na pista.

Preta – acompanhada do numero da moto, é mostrada a um piloto que infringiu a uma regra e este deve se dirigir ao pit lane para penalização.

Preta e Branca – este alerta é mostrado junto ao número do piloto que comete atitude antidesportiva.

Preta com listras laranja – o piloto cometeu alguma infração e tem duas voltas para parar e cumpri-la.

Amarela com listras vermelhas – indica problemas relativos à aderência, seja óleo ou outros líquidos na pista, ou mesmo pedras e pequenos obstáculos.

Quadriculada preta e branca – é mostrada primeiramente ao vencedor e depois para os adversários ao final da prova.

FONTES:
CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo)
FIM (Fédération Internationale de Motocyclisme)