Hipismo - História

Os primeiros povos que se tem notícia a utilizarem cavalos foram os asiáticos, aproximadamente 4.000 a.C.. Esses animais foram utilizados para inúmeras utilidades como transporte, caça, guerras, etc. Com o passar dos séculos foram sendo incorporados equipamentos que garantissem o conforto do cavaleiro como sela e estribo, além de técnicas que melhorassem o aproveitamento do conjunto cavalo/cavaleiro. Essas técnicas foram sendo aprimoradas até o séc XIV, quando os Europeus começaram a dar a devida atenção às táticas militares e de caça da arte eqüestre.

Os Ingleses foram os responsáveis pelo caráter esportivo dessa arte, especialmente na caça e corrida. Devido ao clima instável inglês, juntamente a essa característica esportiva recentemente agregada às artes hípicas, criou-se em recinto fechado uma pista que simulasse os obstáculos encontrados pelos caçadores nas florestas. O Hipismo deriva dessas atividades de caça: o salto e o adestramento, e posteriormente o concurso completo.

A seguir, com a evolução do esporte, foram criadas técnicas e adequando os obstáculos às características dos cavaleiros e amazonas. Enfim, o caráter esportivo e profissional foi tomando conta até chegar no Hipismo que conhecemos hoje.

No Brasil o Hipismo começa no Rio de Janeiro, em 1865. Luiz Jácome de Abreu Souza fundou a primeira escola de equitação no Brasil, a Escola de Equitação São Cristóvão. Logo após sua fundação a escola começa a ganhar muitos alunos e dá início ao desenvolvimento do Hipismo no Brasil.

Esse início do esporte deve-se muito ao Exército, Luiz Jácome era capitão e muitos dos primeiros alunos da Escola e competidores eram militares. Os civis começaram a competir após a fundação da Sociedade Hípica Brasileira em 1938. A seguir, em 1941 é fundada a Confederação Brasileira de Hipismo e o esporte se consolida no Brasil, elitista como no resto do mundo, mas consolidado, confirmado pelos bons resultados do Brasil em Olimpíadas, Pan-americanos e pelos próprios cavaleiros em competições internacionais.

Um marco do Hipismo Nacional é a criação de uma raça genuinamente brasileira que suprisse todas as necessidades das raças consideradas tradicionais para o Hipismo. Em 1977 criou-se a ABCCH – Associação Brasileira de Criadores de Cavalo de Hipismo – e a conseqüente formação da raça Brasileiro de Hipismo, ou simplesmente BH. Atualmente são 18 mil animais registrados entre BH`s e as chamadas Raças Formadoras (responsáveis pelos cruzamentos que culminaram na raça) e mais de 200 associados.

Hipismo - Regras Básicas

As Três Categorias:

Salto – é a prova mais famosa do Hipismo. Consiste num percurso de 700 a 900m onde diversos obstáculos (15 a 20) são distribuídos e os cavaleiros devem percorrê-lo no menor tempo e com o menor número de faltas. As competições são divididas por categorias relacionadas à idade dos cavaleiros e amazonas, onde esses competem juntos. O percurso tem duração, em média, 1min30seg.

Adestramento – é uma prova de extrema graça e elegância. A intenção é demonstrar a leveza e a compatibilidade do conjunto cavaleiro/cavalo. Consiste na combinação de passo, trote, meio-galope e galope, juntamente com movimentos sinuosos (serpentinas). Contam a habilidade do cavaleiro na condução, além do próprio cavalo, graça, beleza e obediência na variação desses movimentos. A prova ocorre numa pista de 60 por 20m.

CCE ou Concurso Completo – consiste na junção de salto, adestramento e provas de fundo. O estilo da prova lembra muito um cross country, pois reúne a velocidade dos cavalos com a técnica do salto e o completo domínio do cavalo. Diferente das provas de Salto e Adestramento, o CCE é disputado em campos e as provas duram três dias.

Os Obstáculos:

O objetivo dos obstáculos é reproduzir os obstáculos naturais encontrados pelos cavaleiros enquanto caçavam. Com a evolução do esporte foram incluídas algumas mudanças neles. Ao derrubar um obstáculo (falta) somam-se 4 segundos ao tempo de percurso do cavaleiro.

Verticais – são os obstáculos convencionais, sendo barras (geralmente duas paralelas) apoiadas em duas traves.

Oxer – são dois obstáculos verticais dispostos em sentido crescente pra serem ultrapassados pelo animal com um salto somente.

Tríplice – são três obstáculos verticais em sentido crescente, onde o cavalo deve salta-los em apenas um salto.

Encosta – é semelhante à Tríplice, mas tem certo nível de dificuldade, pois o obstáculo situado ao meio é mais alto.

Rio – composto geralmente por cerca ou arbusto um pouco mais baixo, seguido de um tanque de água.

Muro – feito de materiais leves, garantindo a integridade do conjunto, esse obstáculo simula uma parede.

Cancela – obstáculo que simula uma cerca ou porteira.

FONTES:
CBH (Confederação Brasileira de Hipismo)
FEI (Fédération Equestre Internationale)