Futebol de Salão – História

Retornando ao Brasil na década de 30, o jovem João Lotufo, recém formado secretário em Educação Física pela Escola Associação Cristã de Moços, na cidade Uruguaia de Pocitos, ao assumir o seu cargo, teve a brilhante idéia de criar um novo tipo de futebol para ser praticado em Ginásios de Esportes pela garotada, implantando-o na A.C.M.- Centro de São Paulo.

A grande aceitação demonstrada pelos associados, que praticavam a atividade como complemento de suas aulas de ginástica, fez com que um grupo de praticantes se reunisse para elaborar regras que, a princípio, se mostraram muito confusas. Dessa forma, contando com a colaboração do Secretário de Educação Física Professor Asdrúbal do Nascimento, elaborou um livreto, editado em 1949, unificando as regras do futebol de salão.

Em 1950, sob a orientação do secretário Julian Haranczik, foi unificada a liga de futebol de salão do Dpto. de Extensivo da ACM, agrupando vários oficiais da ACM e alguns clubes, como Tênis Clube Paulista, Associação Atlhética São Paulo e outros.

A criação de torneios projetou o esporte para a imprensa através de grandes nomes da comunicação na época, como Raul Tabajara e José Antônio Inglêz (Gazeta Esportiva), este último responsável pela denominação do esporte como FUTSAL.

Alcançando grande notoriedade, o esporte foi introduzido em Clubes Sociais com E.C. Sírio (pela pessoa de Habib Mahfuz), Sociedade Esportiva Palmeiras (por Vinícius Fanucchi), São Paulo Futebol Clube (Raul Leite), A. A. São Paulo (Orlavro Donice), Clube Atlético Ipiranga (Nílton Freire), Banco do Brasil (Ciro Fontão de Sousa), S.C. Corinthians (Pedro Ortiz Filho), Associação Portuguesa de Desportos (Osvaldo Navega de Almeida e Artur Sarges Guerra).

Em 1955, foi fundada a Federação Paulista de Futebol de Salão, sendo eleito como 1 presidente o Sr. Habib Mahfuz, seguido em 2 mandatos pelo Sr. Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes que, em várias reeleições, conseguiu divulgar o esporte não somente na América do Sul como também em toda a Europa.

Quem, quando menino não sentiu a emoção de jogar futebol de salão?

Grandes craques como Roberto Rivelino, Mário Sérgio, Zico, Adãozinho, Zé Elias, Dener, Casa Grande, Enéas, Gérson, Sócrates, Tostão, Raí, Denílson e uma infinidade de outros atletas e ex-atletas de futebol, têm em comum no início de suas carreiras esportivas a prática do futebol de salão. Não é à toa que o Brasil detém o título de Bi-Campeão mundial da modalidade; FIFUSA.

Esporte genuinamente brasileiro, o futebol de salão é praticado em quadras de espaço reduzido e tem como principais características o uso da bola pesada e regras diferenciadas.

Criatividade, raciocínio rápido, habilidade e competitividade fazem do futebol de salão um jogo de disputas técnicas e articulações táticas que estimulam a inteligência do jogador e despertam a paixão de quem assiste.

Futebol de Salão - Regras Básicas

A QUADRA:

Tem cerca de 35 metros de comprimentos, com uma tolerância média de 5 metros para mais ou para menos.

Sua largura é de 18 metros, com uma tolerância de 2 metros para mais ou para menos.

A Área de Meta é definida por 04 (quatro) metros da linha do gol de cada meta.

O Tiro de Castigo é cobrado a uma distancia de 09 (nove) metros.

A BOLA:

Dimensões e Pesos Circunfencias Peso

Juvenil/ Principal e Máster de 55 a 59 cm de 450 à 500 grs.

Feminina/ Absoluta de 53 a 55 cm de 350 à 400 grs.

Infantil de 53 a 55 cm de 350 à 400 grs.

Categoria de Base de 43 a 45 cm de 250 à 300 grs.

SUBSTITUIÇÕES:

No transcorrer da partida cada equipe poderá efetuar substituições sem limites.

As substituições só ocorrem com a saída da bola e a paralisação da partida, sendo feita esta substituição em frente ao cronometrista anotador.

CARTÕES:

Amarelo: Advertência;

Azul: Desclassificação (substituição automática);

Vermelho: Expulsão (sem substituição).

TIRO DE CASTIGO:

A partir da 6 (sexta) falta os tiros serão sem barreira, com a distancia de 9 (nove) metros do gol do infrator, sendo opcional a cobrança desde que a falta cometida seja sofrida do lado da quadra do infrator.

TIRO DE CANTO E LATERAL:

Todas as cobranças de lateral e escanteio são cobrados com as mãos.

GOLEIRO:

A tua somente em sua área de meta, não podendo ultrapassar a mesma.

O Goleiro não pode ser substituído, na cobrança de penalidade máxima, salvo constatado lesão grave.

O Goleiro não pode executar tiro livre fora de sua área e nem executar penalidade máxima.

GOL:

Não é valido o gol dentro da área.

FONTES:
CNFS (Confederação Nacional de Futebol de Salão)
FIFUSA (Federação Internacional de Futebol de Salão)