Futebol – História

Existem diversas versões sobre a origem e história do futebol que remontam à antiguidade, mas o certo, é que ele foi organizado, da maneira como é conhecido hoje, na Inglaterra, a Terra-Mãe do esporte mais popular do planeta.

Alguns historiadores, dizem que o futebol começou 2500 anos a.C., inventado pelo imperador chinês Yang-Tsé. Ele criou um jogo chamado kemari, com o objetivo de treinar seus soldados para as guerras.

Em Esparta, na Grécia Antiga, um novo embrião do futebol apareceu, conhecido como epyskiros. Cada time tinha quinze jogadores que chutavam uma bexiga de boi costurada e cheia de areia.

A referência mais importante sobre as origens do futebol está na Idade Média, mais precisamente, em Florença, Itália. Era o gioco del calcio, que, posteriormente, foi levado à Inglaterra, no século XVII, pelos partidários do Rei Carlos. Eles se refugiaram na Itália e, quando voltaram à Inglaterra, levaram alguns costumes assimilados no refúgio, como a prática do calcio. Até hoje, todos os anos, são realizados jogos iguais ao antigo calcio numa importante praça de Florença, com os jogadores vestindo roupas que se assemelham à época e com as mesmas regras. O futebol na Itália ainda é conhecido como gioco calcio.

Assim o futebol chegou à Inglaterra e, de lá, foi exportado para o mundo. Nas aldeias britânicas, faziam-se jogos em que as crianças passavam horas e horas nas ruas de terra chutando rústicas bolas de couro. Aos poucos, o futebol foi tomado-se um esporte escolar.

Em 1830, o Dr. Arnold de Rugby recebeu uma importante missão: deveria mudar as estruturas das escolas públicas da Inglaterra. Ele criou o sistema de prefeitos e monitores, deu grande importância a religião, mas não esqueceu os esportes. Os jogos deveriam ser tão organizados como a rígida disciplina escolar. Foi a partir daí que o futebol começou a tomar ares de organização. As primeiras regras variavam de acordo com a escola e o tamanho do campo. Até hoje, não se tem um registro exato dos motivos que levaram cada equipe a ter onze jogadores, mas existe uma explicação aceitável: as turmas escolares da época eram formadas por dez rapazes que se enfrentavam, mas os bedéis, líderes de cada turma, nunca abriam mão do direito de entrar em seus times. Assim, dez rapazes, mais um bedel, formaram o número onze, que persiste até hoje. Nessa época havia muitas regras e formas de se praticar o futebol.

Coube a escola de Eton a organização do primeiro jogo onde era permitido apenas o uso dos pés. Aos poucos, a nova corrente foi ganhando adeptos. Uma outra corrente continuou no velho estilo, que, mais tarde, se transformaria no rugby.

O novo esporte espalhou-se pela Inglaterra inteira. Era a nova paixão, que dominava as universidades e escolas e chagava ao povo através do entusiasmo dos estudantes. Criaram-se rivalidades e, as regras, eram cada uma mais diferente que a outra. Até que, houve uma reunião para unificação das regras. Isso aconteceu em 1846, quando foi elaborado o Regulamento de Cambridge, que serviu como base para as atuais regras do jogo.

Em 1863, na Great Queen Street, Londres, numa reunião acontecida na Freemason's Tavern, foram definidas as 17 regras atuais do futebol e, também foi criada, a The FA – The Football Association – a entidade que regulariza o futebol na Inglaterra.

Em 1871, começou a disputa da Copa da Associação de Futebol. No ano seguinte, houve o primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.

O futebol começou a ser exportado para o resto do mundo, juntamente com os novos produtos fabricados pela indústria inglesa. Assim chegou à América do Sul. Na Argentina, em 1864, um professor inglês chamado Alexander Watson-Hutton, fundou sua própria escola, e resolveu que o futebol seria bom para acalmar o espírito dos estudantes, e introduziu a nova mania no currículo escolar.

O futebol começou a se espalhar pelo mundo e, em 1904, em Paris, foi fundada a FIFA – Fédération Internationale de Football Association – entidade que, hoje, conta com um número de filiados maior que a ONU – Organização das Nações Unidas.

A I Copa do Mundo aconteceu em 1930, no Uruguai, e sua realização só foi interrompida durante o período da II Guerra Mundial. A Copa do Mundo é, hoje, o evento que possui a maior audiência em todo o mundo.

No Brasil o paulistano Charles Miller é o "pai" do futebol brasileiro. No ano de 1894, retornando de seus estudos na Inglaterra, ele trouxe na bagagem as duas primeiras bolas de futebol que rolaram nos campos brasileiros, além de calções, chuteiras, camisas e uma bomba de encher bolas. Naquela época, a tradição mandava que as camisas tivessem colarinho e mangas compridas e, usava-se, gravata. A torcida era formada por pessoas da mais alta sociedade.

Há relatos de que, antes de 1894, o futebol já era praticado no Brasil por marinheiros ingleses em algumas praias, por alunos do Colégio São Luis, em Itu-SP, no Colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro e por operários e engenheiros da SP Railway, que construíam a estrada Santos-Jundiaí. Mas isso, não tira os méritos de Charles Miller, que foi quem organizou e disseminou o esporte que se tornaria à paixão nacional.

No ano de 1900, seis anos após a chegada de Charles Miller, os primeiros clubes foram fundados, a Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas-SP e o Sport Club Rio Grande, de Rio Grande-RS. Em 1902, aconteceu o primeiro campeonato organizado. Foi em São Paulo, e Charles Miller foi o artilheiro jogando pela equipe campeã, o São Paulo Athletic. No mesmo ano, foi fundado, no Rio de Janeiro, o Fluminense Futebol Clube. Outros clubes foram aparecendo, entre eles, o Sport Club Corinthians Paulista, em 1910, e o Clube de Regatas Flamengo, em 1911.

Pouco tempo depois, o futebol brasileiro começou a se organizar. Em 1914, foi fundada a Federação Brasileira de Sport, que surgiu da união entre a Liga Metropolitana do Rio com a Associação Paulista de Esportes Atléticos, que dois anos mais tarde, passou a ser chamada de Confederação Brasileira de Desportos – CBD. Em 1923, a CBD filiou-se à Fifa.

O primeiro jogo da seleção brasileira aconteceu em 21 de julho de 1914, foi contra um time inglês que fazia uma visita ao país, o Exeter City. Paulistas e cariocas decidiram se unir e formar uma equipe de caráter nacional. O jogo foi realizado no campo das Laranjeiras, no Rio, e o Brasil venceu por 2x0, gols de Osman e Oswaldo Gomes. Em seguida, a equipe viajou para a Argentina, onde conquistou a Copa Roca, seu primeiro título internacional.

O Brasil conquistou em 1919, o título sul-americano em torneio disputado no Rio e, em 1922, alcançou nova conquista continental. Nesta época, já começavam a despontar os primeiros craques do futebol brasileiro, como Arthur Friedenreich, Armando Del Debbio e Luis Macedo Mattoso, o Feitiço.

Nas Copas do Mundo de 1930 e 1934, devido à rivalidade entre paulistas e cariocas, o Brasil fracassou, pois contou apenas com jogadores do Rio de Janeiro, e não com os melhores. Foi então que os dois estados resolveram se unir para levantar o futebol nacional. Nessa época deu-se início a profissionalização do futebol, e na Copa de 1938, conquistamos um brilhante 3¼ lugar.

O futebol brasileiro não parou mais de crescer, e, em 1950, foi sede da Copa do Mundo e, para isso, construiu o maior estádio do planeta, o Maracanã, que abrigou mais de 200 mil torcedores na fatídica final contra o Uruguai, que ficou conhecida como "Maracanasso".

Após essa marcante derrota, decidiu-se trocar a cor do uniforme para dar mais sorte aos nossos jogadores. Foi então que surgiu o mais importante símbolo do futebol brasileiro, a camisa canarinho.

O Brasil já era reconhecido como uma potência internacional, mas ainda faltava o título da Copa do Mundo, que veio em 1958, na Suécia. Quatro anos depois, no Chile, nossos craques, comandados por Garrincha, conquistaram o bicampeonato mundial.

Em 1962 e 1963, o Santos Futebol Clube se sagrou bicampeão mundial de clubes. A paixão pelo futebol crescia a cada dia, e se tornou um símbolo nacional, assim como o carnaval.

Em 1970, o mundo assistiu a melhor seleção de todos os tempos conquistar o tricampeonato e a taça Jules Rimet em definitivo. Pelé sagrava-se, definitivamente, como o Rei do Futebol.

Entre 1970 e 1994, o Brasil não ganhou nenhuma Copa do Mundo, mas especializou-se em formar craques e grandes equipes, como o Flamengo campeão mundial de 1981, o Grêmio, de 1983 e o São Paulo, bicampeão em 1992 e 1993. A seleção brasileira de juniores se tornou tricampeã do mundo em 1983, 1985 e 1993.

Nos Estados Unidos, vinte e quatro anos depois do último triunfo, o Brasil conquistou o tão sonhado tetracampeonato mundial. Em 2002, nossos craques trouxeram do Japão e da Coréia, o título da Copa do Mundo pela quinta vez em uma campanha surpreendente, principalmente do artilheiro Ronaldo.

Apesar de todos os resultados, apesar de ser, reconhecidamente, o país do futebol, de exportar craques para o mundo inteiro, o futebol brasileiro vive uma profunda crise administrativa, devido ao amadorismo dos dirigentes e à corrupção.

Futebol - Regras Básicas

No Futebol, é declarado vencedor o time que somar o maior número de gols no decorrer da partida.

Equipes – duas equipes de 11 jogadores (10 jogadores de linha e 1 goleiro). No banco podem ficar 7 reservas.

Tempo – são dois tempos de 45 minutos, com acréscimos, dependendo da interpretação do árbitro.

Campo de jogo – comprimento entre 90 e 120m. Em jogos internacionais, as medidas são entre 100 e 110m. A largura mínima é de 45m e a máxima, de 90m, porém em jogos internacionais devem ser entre 64 e 75m.

Pontuação – é considerado gol quando uma equipe consegue colocar a bola por entre as traves da equipe adversária. Cada gol marcado vale um ponto.

Bola – deve ser de couro ou outro material adequado, com circunferência ente 68 e 70cm e massa entre 410 e 450g.

Árbitros – numa partida oficial, são quatro pessoas responsáveis pela arbitragem, sendo:

1 árbitro que percorre todo o território de jogo;
2 assistentes (bandeirinhas) que ficam posicionados nas laterais do campo, e têm como função auxiliar o árbitro principal nos lances em que este não tem visão adequada da jogada;
1 árbitro reserva ou quarto árbitro, que fica do lado de fora do campo e é responsável por indicar as substituições, o tempo de acréscimo e supervisionar tudo o que acontece fora do campo de jogo (banco de reservas, súmula, imprensa etc.).

Tiro livre – nada mais é que uma falta. A equipe adversária deve permanecer a, pelo menos, 9,15m de distância da bola no momento da cobrança desta.

Tiro livre indireto – acontece quando o juiz marca um lance perigoso, impedimento ou obstrução (impedir a passagem do adversário com o corpo). Não pode ser cobrado direto para o gol, deve haver, pelo menos, dois toques na bola antes dela chegar ao gol.

Pênalti – toda falta cometida dentro da área por um defensor é pênalti. A distância entre a marca do pênalti e o gol é de 11 metros.

Impedimento – acontece quando, no momento do último passe antes do atacante receber a bola, ele estiver com apenas 1 ou nenhum jogador entre ele e a linha de fundo. Não existe impedimento quando o atacante está na mesma linha do penúltimo defensor, em cobranças de lateral, em tiros de meta e em escanteios, ou quando, o jogador encontra-se para trás da linha da bola no momento em que o passe é feito. O impedimento é punido com tiro livre indireto.

Prorrogação – acontece quando uma partida termina empatada (dependendo do regulamento da competição). É disputada em dois tempos de 15 minutos sem intervalo entre eles, apenas mudança de lado no campo. Também é chamada de gol de ouro ou morte súbita, pois termina assim que a primeira equipe marcar um gol.

FONTES:
FIFA (Federation Internationale de Football Association)