Esportes Outdoor – História

Esportes Outdoor são todas as modalidades esportivas chamadas de radicais ou de aventura. O intuito é o do praticante liberar o stress e as pressões da “vida urbana” através de esportes que ativam a liberação de adrenalina no sangue.

Não existem dados históricos que marcam o início dos Esportes Outdoor no mundo, alguns desses esportes são extremamente recentes. O propósito desses esportes, além do bem físico que eles proporcionam devido ao esforço exigido e a adrenalina liberada, é o contato direto com a natureza, é a fuga do cotidiano das grandes cidades e de todos os malefícios que essa vida causa.

Dos esportes que categorizam a modalidade, o mais antigo é o alpinismo, que recebeu esse nome porque, em 1786, o francês Jaques Balmat alcançou o cume do Mont Blanc (FRA – 4807m), localizado nos Alpes, daí o nome. Um dos mais antigos é o Vôo Livre, que teve início na década de 60, ainda com testes na chamada “Rogallo”, o primeiro protótipo de Asa Delta, inventado na França. Desde então, com o auxílio da NASA, interessada no projeto para resgate de cápsulas espaciais após a reentrada na atmosfera, o esporte teve apoio científico, tornando-se seguro e pronto para se espalhar pelo mundo.

A NASA, com o mesmo intuito de resgatar suas cápsulas, ajudou a desenvolver o Pára-quedismo nesse mesmo período, onde até aquele momento era apenas uma técnica militar. O desenvolvimento de novos formatos de pára-quedas também propiciaram a invenção de uma modalidade próxima, o Parapente.

Os outros esportes que mostraremos tiveram seu desenvolvimento na década de 80, onde o assunto ecologia começou a ganhar espaço e importância. A iniciativa de preservação e, claro, maior aproveitamento do meio-ambiente, deu início a esportes como o Rappel e o Montanhismo. Também foram adaptados alguns esportes para os meios chamados “mais radicais” – sem a intervenção do Homem – como o Rafting, que derivou da Canoagem, está também adaptado às novas tendências.

No Brasil os Esportes Outdoor começaram no Brasil na década de 70, no Rio de Janeiro, com a Asa Delta do francês Stephan Dunoyer decolando do Cristo Redentor. Na década de 80, em Minas Gerais, foram registrados os primeiros vôos de Parapente.

Os Esportes Outdoor mais recentes como Rafting, Rappel e Canyonning começaram a ser praticados no início da década de 90, longe dos grandes centros urbanos, em pequenas cidades que dispunham de natureza propícia como Brotas, interior de São Paulo e Lavras, interior de Minas Gerais. Com o passar dos anos e, conseqüentemente, o domínio da técnica, o Brasil tornou-se um grande centro mundial dos Esportes Outdoor, aprimorando e, até criando, modalidades.

Esportes Outdoor – Regras Básicas

As Modalidades:


AÉREAS:

Asa Delta – os praticantes saltam de plataformas construídas sobre montanhas e planam em correntes de ar. A Asa Delta deve ser adequada ao peso do piloto, mas mede, aproximadamente 6,5 m, onde o piloto fica apoiado num trapézio. Esse trapézio serve também, juntamente com o balanço do corpo, para controlar a direção da Asa. O recorde alcançado em distância é de 480 km e de altura é de 4300 m.

Pára-quedismo – esporte derivado de tática militar de guerra. De um avião com uma altura média de 16.000 pés, o praticante salta e permanece em queda livre até o momento certo de abrir o pára-quedas (tudo é controlado no altímetro). Nos campeonatos, deve-se pousar em locais assinalados para obter a pontuação máxima.

Parapente – esse esporte deriva da Asa Delta e do Pára-quedismo. Numa plataforma, o praticante parte com o “pára-quedas” já inflado e se lança no ar aproveitando correntes de ar (mesmo principio da Asa Delta). Pode-se desenvolver manobras e vôos de longas distâncias, onde a mochila do “pára-quedas” possui uma adaptação para que o praticante fique corretamente acomodado.

Base Jump – é uma das novas modalidades de Esportes Outdoor. O praticante salta diretamente de um penhasco com altura suficiente. Com o pára-quedas na mão, este, assim que salta já, o abre para que pouse com cuidado. O Base Jump é praticado em grandes penhascos e canyons, mas também ocorre em grandes construções nas cidades (prédios e pontes).

TERRESTRES:

Trekking – é, na prática, a união do esporte com a natureza. Consiste na caminhada por trilhas onde, além da dificuldade da própria distância a ser percorrida, existem também os obstáculos físicos (irregularidades e rios) seja por trilhas traçadas anteriormente ou por trilhas nunca antes ocupadas.

Montanhismo ou Alpinismo – é a prática da escalada em montanha. O praticante escala montanhas que propiciam enorme dificuldade e esforço. Deve-se ultrapassar as dificuldades impostas pela natureza com o auxílio de cordas e mosquetões, trata-se de um esporte perigoso que requer extrema cautela dos praticantes, principalmente, quando a escalada apresenta inclinações negativas, ou seja, tem inclinação para trás.

Arvorismo
– é mais uma maneira de exploração dos limites. O praticante passa por caminhos entre as árvores, seja por meio de cordas, ou mesmo tirolesas, escadas de cordas, redes ou qualquer aparato que transporte o praticante de uma árvore para outra, com ele suspenso.

Rappel e Canyonning
– é uma técnica de descida muito utilizada, tanto por esportistas quanto pelas Forças Armadas. Consiste na descida de um penhasco ou parede com o auxílio de corda e do equipamento necessário. Também utilizado na Espeleologia (exploração de cavernas e grutas) e no Montanhismo (na descida das montanhas). O Canyonning é o Rappel em cachoeiras, a parede que o praticante desce é uma cachoeira. A exemplo de outros esportes, o Rappel já foi introduzido nas grandes cidades com a descida em prédios ou obras.

Off-Road
– o praticante busca trilhas com Jipes ou motos. Os praticantes vão atrás de trilhas próprias ou abrem suas próprias trilhas utilizando toda a potência de suas máquinas. Devem ultrapassar todas as adversidades que a Natureza os impõe, como terrenos totalmente irregulares, áreas alagadas ou travessia de rios, lamaçais, enfim, inúmeras adversidades que aparecem na frente dos Jipes e motos.

AQUÁTICAS:

Rafting – consiste na descida de corredeiras de rios em botes infláveis. É exigido do praticante espírito de equipe e bastante esforço para suportar as descidas, geralmente, em grandes velocidades. Cada componente do barco carrega um remo e, sob as instruções de um líder, remam para a descida.

Bóia-cross – é uma derivação do Rafting, porém individual. É também uma descida de corredeira, aonde o praticante vai preso a uma bóia (de barriga para baixo) e, geralmente, em grupo, para que haja ajuda mútua entre os praticantes. Sem dúvida, proporciona horas de diversão e adrenalina entre os praticantes.

Mergulho – certamente a modalidade mais antiga das aquáticas relacionadas. Com ou sem o auxílio de equipamentos específicos, os praticantes buscam a serenidade e a paz no fundo do mar. Proporciona adrenalina e ao mesmo tempo paz, é um dos esportes mais bonitos de se praticar. Saiba mais sobre mergulho através do menu de modalidades.

Equipamentos Básicos:

Cadeirinha – é um conjunto de fitas de náilon que, passando pela cintura e quadril, dão fixação ao praticante para executar os movimentos. É nela que se prende a corda o os mosquetões.
Corda – com cerca de 60m e 10mm de espessura, ela agüenta até 2 toneladas de peso.
Mosquetão – é nele que o praticante prende ou passa a corda em seu corpo, ou eventualmente nos grampos fixados às rochas.
Capacete – protege a cabeça de quedas e de pedras que possam rolar das rochas.
Grampos – usados para fixar a corda nas rochas, por exemplo, numa escalada.
Crampons – tela metálica que, acopladas às botas do alpinista, auxiliam a escalada na neve.
Piqueta – lembra muito uma picareta em sua forma, auxilia o alpinista numa escalada na neve.

FONTES:
IOC (International Olympic Committee)