Ciclismo – História

O ciclismo é uma das modalidades mais antigas existentes no mundo. Teve início com o advento da bicicleta desenvolvida pelo francês Ernest Michaux num hobby-horse, espécie de bicicleta sem pedais que fascinava ingleses e franceses nesse período, em 1855 – ele introduziu pedais (ainda na roda da frente) – no que, então se conhecia como, bicicleta. Logo após, teve-se o advento dos pneumáticos do irlandês John-Boyd Dunlop, favorecendo muito o esporte na tração das bicicletas, além do conforto (na época, as ruas eram de paralelepípedos, o que dificultava muito o uso da bicicleta com pneus sólidos).

A primeira prova internacional ocorreu em Paris, chamada de Paris-Rouen. O percurso de 123 km foi vencido pelo inglês John Moore. Com a proliferação do esporte, em 1890, foi construído, também em Paris, o primeiro velódromo do mundo. Percebemos aí a enorme importância da França nessa modalidade (a prova mais tradicional do mundo é a Volta da França).

No Brasil o ciclismo no Brasil foi trazido, juntamente com o Futebol, por volta de 1895. Os estádios eram projetados juntamente com velódromos, como ainda ocorre em muitos países. O primeiro velódromo do Brasil ficava situado onde, hoje, se encontra a Rua da Consolação (Zona Oeste de São Paulo).

Ciclismo – Regras Básicas

As quatro categorias:

BMX ou Bicicross – é uma modalidade que surgiu como opção ao Motocross. Possui características de velocidade e de pura habilidade acrobática dos atletas. Detém grande popularidade junto aos jovens e possui três variações: a pista, onde as corridas são realizadas em pistas específicas; o freestyle, onde o atleta deve fazer o maior número de manobras e, portanto, de pontos num período de tempo; e o vertical, também conhecido com half-pipe.

Mountain Bike – essa modalidade tem por princípio levar os atletas e os avanços técnicos ao contato com a natureza. Mistura a precisão com a habilidade dos atletas em desviarem de obstáculos naturais presentes nas pistas. Desde Atlanta é um esporte olímpico e sem dúvida um dos esportes que mais rapidamente conquistou adeptos nos últimos anos. Possui duas variações: a convencional, na qual uma pista é traçada com obstáculos e variações dos níveis da pista; e downhill, onde a pista é desenhada numa descida com todos os obstáculos naturais e artificiais da categoria.

Convencional ou Tradicional – trata-se do ciclismo tradicional que ainda possui quatro variações: circuito, onde as provas são realizadas nos velódromos ou circuitos fechados; clássicas, são provas, a exemplo das primeiras realizadas na história, entre cidades ou vilas; contra-relógio, onde os competidores largam em intervalos de um ou dois minutos e vence quem percorrer o percurso em menos tempo; e as corridas de estágio, que são as mais famosas e duram dias ou semanas, como o Tour de France.

Trial – categoria onde são montados obstáculos com grande diferença de nível e o competidor deve ultrapassá-los controlando a bicicleta somente no equilíbrio, pedais e freio. Exige enorme precisão e habilidade dos atletas e é considerado um dos esportes mais difíceis. O competidor não pode tocar o chão com os pés em nenhum momento da prova.

Equipamentos:

Por se tratar de um esporte perigoso devido ao risco e velocidade, o ciclismo possui equipamentos básicos que são aplicados a todas as categorias, com suas respectivas modificações:

Bicicleta – geralmente de titânio ou fibra de carbono, elas devem ser leves e resistentes. As variações estão no design (de acordo com a pista, tempo e categoria), e no peso delas, sempre de acordo com a devida categoria.

Capacete – sua importância não está só na proteção, mas também é um importante componente quando a questão é a aerodinâmica. Nas categorias Tradicional e Mountain Bike é importantíssimo. Na BMX, também possui sua peculiaridade, além da viseira há também o protetor de queixo.

Joelheiras e Cotoveleiras – independente da categoria estão presentes no ciclismo e protegem as respectivas articulações.

Luvas – evitam escorregões nas manoplas e, em provas muito longas, evitam o desgaste das mãos.

FONTES:
CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo)
UCI (Union Cycliste Internationale)